Oh espírito de justiça!
Que tu venhas cair em mim
Me ajudes contra meus inimigos
A provar minha pura inocência
Não tive culpa nem intenção
Mas querem ver meu fim
Querem me ver sofrer
Em quem devo confiar?
Por ingenuidade eu fiz
Por imaturidade confessei
Por dor eu tentei
Que argumentos devo usar?
Em quem deposito minhas esperanças?
O que irá ser de mim?
(Carlos A. T. Rossignolo)
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Soneto aos Desgraçados
"Quando voz jazeis em seu túmulo, inclinar-me-ei para poder olhar sua miséria."
Oh! Deus dos desgraçados
Pessoas que não merecem viver
Dizem, mentem, afirmam aos bocados
Que outros fazem aquilo que querem fazer
Querem sim, mas por serem covardes
Não o fazem, e culpam os que são o que são
Vocês, tolos malditos mates
A si mesmos com seu ferrão
Na terra, purgatório ou inferno
Irão todos em demasia sofrer
E arder no lago de fogo eterno
Dos homens, demônios ou Deus
Jamais receberão o Perdão
E por terra cairão os falsos dizeres teus.
(Carlos A. T. Rossignolo)
Oh! Deus dos desgraçados
Pessoas que não merecem viver
Dizem, mentem, afirmam aos bocados
Que outros fazem aquilo que querem fazer
Querem sim, mas por serem covardes
Não o fazem, e culpam os que são o que são
Vocês, tolos malditos mates
A si mesmos com seu ferrão
Na terra, purgatório ou inferno
Irão todos em demasia sofrer
E arder no lago de fogo eterno
Dos homens, demônios ou Deus
Jamais receberão o Perdão
E por terra cairão os falsos dizeres teus.
(Carlos A. T. Rossignolo)
Soneto a Vinicius de Moraes
Vinícius, caro amigo que nunca conheci
Tu me entendes, tu se assemelhas a mim
Ou será que sou eu que me assemelho a ti?
Essa história, essa indecisão sem fim.
O homem em sua complexidade austera
Passa por fases indefiníveis para seu ser
Não tenho Mário e nem outros a espera
Para essa mudança em minha psique fazer.
Oh Vinícius, como posso conter
Essa indecisão que não me deixa viver?
Não quero as poesias pobres, mas as modernas.
Chega das inúteis poesias dos altares!
Chega de com letras tentar formar pilares!
Quero mudança, quero poesias eternas!
(Carlos A. T. Rossignolo)
Tu me entendes, tu se assemelhas a mim
Ou será que sou eu que me assemelho a ti?
Essa história, essa indecisão sem fim.
O homem em sua complexidade austera
Passa por fases indefiníveis para seu ser
Não tenho Mário e nem outros a espera
Para essa mudança em minha psique fazer.
Oh Vinícius, como posso conter
Essa indecisão que não me deixa viver?
Não quero as poesias pobres, mas as modernas.
Chega das inúteis poesias dos altares!
Chega de com letras tentar formar pilares!
Quero mudança, quero poesias eternas!
(Carlos A. T. Rossignolo)
terça-feira, 13 de abril de 2010
Devaneios ao por do sol
Sentado na poltrona, via passando o tempo
Na janela, barulhos ecoavam com o vento
O nuvens formavam-se alegres e densas
A emoção e estranheza eram imensas
Luz, sombra, cansaço, esperança
O cinza colorido da noite dança
Desbota, rola, destorce a realidade
Vejo o mundo pela janela, maldade
Carros vão e vem, tudo passa
O tempo passa, a sorte descalça
Tenta correr pelas ruas quentes
E as pessoas em ranger de dentes
Nada dura, o tempo cura
A dor se transforma em sabedoria pura
Ao olhar: nada. Apenas uma janela pequena
E por ela, vejo o mundo e penso: que pena!
(Carlos A. T. Rossignolo)
Na janela, barulhos ecoavam com o vento
O nuvens formavam-se alegres e densas
A emoção e estranheza eram imensas
Luz, sombra, cansaço, esperança
O cinza colorido da noite dança
Desbota, rola, destorce a realidade
Vejo o mundo pela janela, maldade
Carros vão e vem, tudo passa
O tempo passa, a sorte descalça
Tenta correr pelas ruas quentes
E as pessoas em ranger de dentes
Nada dura, o tempo cura
A dor se transforma em sabedoria pura
Ao olhar: nada. Apenas uma janela pequena
E por ela, vejo o mundo e penso: que pena!
(Carlos A. T. Rossignolo)
Amor Arterial
Do corpo passa ao coração
Veia cava
Do átrio e ventrículo direito ao pulmão
Artéria pulmonar
Do pulmão ao átrio e ventrículo esquerdo
Veia pulmonar
Do ventrículo esquerdo, arterial, para o corpo
Artéria aorta
Esse é o caminho
Longo, rápido, pulsante
Meu sangue se transforma, hematose
Meu coração bate cada vez mais forte
Por ti, Fero Amor
Por ti, Coração
Por ti, Solidão
Por ti, Minha amada!
Veia cava
Do átrio e ventrículo direito ao pulmão
Artéria pulmonar
Do pulmão ao átrio e ventrículo esquerdo
Veia pulmonar
Do ventrículo esquerdo, arterial, para o corpo
Artéria aorta
Esse é o caminho
Longo, rápido, pulsante
Meu sangue se transforma, hematose
Meu coração bate cada vez mais forte
Por ti, Fero Amor
Por ti, Coração
Por ti, Solidão
Por ti, Minha amada!
sábado, 3 de abril de 2010
Páscoa
É domingo, cantam os anjos
É páscoa, dizem as crianças
Ovos, pães, cordeiros, arranjos
Tudo para a data perfeita da esperança
Do Egito partem os judeus para a “Terra Prometida”
Na cruz, morre o Filho de Deus
Mas em um ato fantástico à partida
Ressuscita e sobe aos céus Jesus
Coelhinhos brancos, ovos de chocolate
Crianças felizes, adultos renovados
Olhos atentos, cor escarlate
Renovação da alma aflita
Transição de moral para imortal
E assim enrola-se ao ovo a fita.
(Carlos A. T. Rossignolo)
É páscoa, dizem as crianças
Ovos, pães, cordeiros, arranjos
Tudo para a data perfeita da esperança
Do Egito partem os judeus para a “Terra Prometida”
Na cruz, morre o Filho de Deus
Mas em um ato fantástico à partida
Ressuscita e sobe aos céus Jesus
Coelhinhos brancos, ovos de chocolate
Crianças felizes, adultos renovados
Olhos atentos, cor escarlate
Renovação da alma aflita
Transição de moral para imortal
E assim enrola-se ao ovo a fita.
(Carlos A. T. Rossignolo)
Páscoalate
Transição do mortal para o imortal
Do humano para o divino
Do concreto e indiscutível real
Para o irreal, de onde ecoa o sino
Comemoração cristã apreciável
Junção de divino ao terreno
Demonstração de fé e amor inegável
Apelo aos nossos bolsos sereno
Seria assim: belo e indiscutível
Se não fosse apenas o sistema nos sugando
Lucros, vendas. Isso é inaceitável
Supermercados lotados, criancinhas alucinadas
Consumo! Toda essa comemoração a isso se pauta
Homenagem lindíssima sem as intenções descaradas.
(Carlos A. T. Rossignolo)
Do humano para o divino
Do concreto e indiscutível real
Para o irreal, de onde ecoa o sino
Comemoração cristã apreciável
Junção de divino ao terreno
Demonstração de fé e amor inegável
Apelo aos nossos bolsos sereno
Seria assim: belo e indiscutível
Se não fosse apenas o sistema nos sugando
Lucros, vendas. Isso é inaceitável
Supermercados lotados, criancinhas alucinadas
Consumo! Toda essa comemoração a isso se pauta
Homenagem lindíssima sem as intenções descaradas.
(Carlos A. T. Rossignolo)
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